Mulher, não deixe a falta de desejo afetar seu relacionamento.
Recentemente pude participar do Congresso Nacional de Sexualidade Humana em Foz do Iguaçu, e consequentemente reencontrar inesquecíveis profissionais que contribuíram para minha formação. Uma boa notícia, é que nós Sexólogos e Educadores alagoanos que estávamos presente neste, conseguimos trazer em setembro de 2010 para Maceió o Norte Nordeste de Sexualidade, visando as áreas de Educação, Psicologia e Medicina, indo mais além, abriremos as portas para que a sociedade possa participar efetivamente da construção desse tema tão rico e importante em nossas vidas, que é a Saúde e a Educação Sexual.
Vamos lá, ao tema da semana… Antigamente se falava de frigidez feminina, atualmente esse termo caiu em desuso, pois fazia referência a alguém que não apresentava uma sexualidade expressiva. Os especialistas preferem utilizar Inapetência Sexual, por se tratar de um Transtorno de Desejo Hipoativo. Ou seja, a mulher que não consegue iniciar naturalmente a RSH (Resposta Sexual Humana), culminando na ausência do orgasmo. Conhecido também como inibição do desejo ou falta de libido.
Alguns fatores orgânicos podem ser prováveis causas também, mas não apenas. O desequilíbrio hormonal, o hipotireoidismo e uso de medicamentos antidepressivos são observados. Além disso, durante a gravidez “algumas” mulheres podem ser acometidas pelo transtorno, pois o desejo sexual pode diminuir com o aumento da prolactina.
Contudo, assim como os hormônios influenciam consideravelmente o ser feminino, seu emocional também e com muita força. Mulheres são como ondas… quando estão com auto estima elevada e sentindo-se amada seus hormônios estão em equilíbrio, estão no topo da onda. Quando acontece o contrário, vivem um movimento ondulatório de sobe e desce hormonal momentâneo.
Para ela, a parte afetiva na sexualidade tem enorme valor. Muitas relatam que gostariam que fosse apenas hormonal, pois a reposição seria algo bem mais fácil de resolver.
Normalmente e grande parte dos casos são influenciados pelo psicológico, pois educação muito rígida, cobranças familiares, preconceitos e tabus à cerca da sexualidade saudável, faz com que mulheres, principalmente, sejam privadas de vivenciar a plenitude de sua sexualidade, com tranqüilidade e responsabilidade claro. É sabido que muitas são impedidas de tocar-se, de falar abertamente sobre sexo com seus pais, enfim, são limitadas ao óbvio. O mais triste é que crescem, desenvolvem-se ouvindo que “isso” é pecado, feio, sujo e errado. Aí casam-se e muitas vezes nem elas próprias sabem onde sentem prazer, sim porque muito do nosso corpo é zona erógena, não apenas as genitálias.
Estas zonas são partes do corpo especialmente sensíveis às carícias, porque têm muitas terminações nervosas. Quando a mulher está receptiva, a estimulação dessas áreas do corpo, provoca sensações fortes, que desencadeiam muita sensualidade, podendo levar a um prazeroso ato sexual.
A pele, em si, é praticamente uma zona erógena em potencial, mas certas partes do corpo têm reações mais fortes, isso é bem individual. Os lábios por exemplo despertam a imaginação com um delicioso beijo ardente, aquele cheiro gostoso no pescoço, uma mordidinha no lóbulo da orelha, o carinho na nuca, a massagem excitante nos pés ou por entre as coxas, o leve toque nos seios, e tantas outras partes desse maravilhoso mapa erógeno que nos provocam reações inesquecíveis, só precisam ser exploradas com calma.
Detalhe, fiquem bem atentos. O que muitas delas não sabem é que o parceiro pode contribuir com o problema, ou seja, com a falta de desejo, ao se eximir da responsabilidade e do envolvimento na relação. Em muitos casos, o parceiro manda a mulher procurar um ginecologista, porque nunca considera um problema dele ou da relação. O diálogo acertivo e o desejo mútuo de ter prazer, facilita muitíssimo esse entendimento, basta acreditar e investir.
A inapetência feminina, também era usada para designar a anorgasmia, isto é, a falta de orgasmo. Dividi-se em três categorias. A primária está ligada às mulheres que nunca tiveram orgasmo, enquanto a secundária engloba aquelas que já alcançaram, mas deixaram de ter. Já a situacional se relaciona com algumas determinadas situações, como desconforto, cansaço ou stress.
A anorgasmia também tem a ver com a dificuldade que as mulher têm de se entregar. Isso ocorre, principalmente, com as mulheres mais controladoras. (Na próxima matéria abordarei mais profundamente esse tema tão importante: Anorgasmia).
Então, o ideal é pesquisar com o médico(a) ginecologista, se há necessidade de reposição hormonal. Caso o Transtorno de Desejo Hipoativo apresente causas orgânicas.
Entretanto, como disse anteriormente, grande parte dos casos é emocional e exige psicoterapia focada na sexualidade. Aconselho sem nenhuma dúvida, o prognostico é excepcional, sem contar com o desabrochar de uma nova mulher. Pois o auto conhecimento ainda é o nosso maior investimento! E o ganho não é apenas pessoal, é conseqüentemente, do casal.
QUANDO ESTAMOS COM ALGUÉM, É PORQUE ESSE ALGUÉM VALE À PENA, E DEVEMOS FAZER DOS MOMENTOS JUNTOS FONTE INESGOTÁVEL DE ALEGRIA, APRENDIZADO, PRAZER E GLÓRIA!
Grande beijo no coração
Zoelma Lima
Traição…
Gostaria de iniciar essa nova matéria, reafirmando o que acredito como mulher e profissional. É preciso muita estabilidade emocional, equilíbrio, segurança e auto-confiança para viver uma aventura desse nível. Em absoluto critico tal comportamento, pois sabemos que nada acontece por acaso. Contudo, a mulher que hoje tem todo o direito de vivenciar a plenitude da sexualidade, também tem o dever de aceitar as conseqüências, assim como os homens também. A única diferença é que ainda nos parece “comum, não normal” o perdão quando é o homem que trai sua mulher. Mas quando acontece o inverso, o mesmo homem que já traiu, ou não, jamais aceita esse comportamento, ou demora para digerir. A explicação, é que dificilmente uma mulher se envolve com um terceiro sem sentimentos, sem admiração ou identificação. O homem sabe disso. Ao contrário dele, que vai pelo tesão simplesmente, como uma necessidade de descarga sexual. Para a maioria das mulheres dessa pesquisa, isso não justifica.
